ZENIT - O mundo visto de Roma

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18/06/2013

Jornada Mundial da Juventude e a mídia abortista

O desserviço da mídia politicamente correta e o anúncio pró-vida do Papa Francisco na Jornada Mundial da Juventude
Manual de Bioética que será distribuído na Jornada Mundial da Juventude 
As viagens papais sempre são precedidas por uma série de polêmicas levantadas pela mídia local, a fim de jogar terra na visita do Santo Padre. A bola da vez é a distribuição de cerca de dois milhões de exemplares do "Manual de Bioética para Jovens" para o público da Jornada Mundial da Juventude, no próximo mês de julho, no Rio de Janeiro. A iniciativa é da Comissão para a Vida e Família da CNBB e pretende, como diz o documento, "corrigir um ensino, por vezes, desvirtuado nos manuais escolares" acerca de temas como aborto, eutanásia e métodos contraceptivos. Para os "especialistas" ouvidos pela mídia, o manual seria um "desserviço" aos jovens, pois "não lhes dá o direito a uma informação técnica sem valores religiosos".
Para afastar qualquer dúvida a respeito do manual, há de se ter em conta que a idealizadora do documento é nada menos que a fundação francesa Jérôme Lejeune. Ela é uma das mais importantes em pesquisas relacionadas à trissomia 21 (Síndrome de Down) no mundo e a maior provedora de fundos para estudos sobre o assunto na França. O nome da fundação é uma homenagem ao descobridor da base genética da Síndrome de Down e a quem o Beato João Paulo II se referia como um médico que "utilizou a ciência somente para o bem do homem". Por sua defesa da vida, no entanto, o doutor Jérôme Lejeune - que pode ser beatificado em breve - foi hostilizado pelo patrulhamento da cultura da morte, fato que mostra claramente quais são os valores que regem esse movimento.
O chilique da mídia em relação ao Manual deve-se a um motivo bem específico. Ela reza por outra cartilha, mais precisamente, a da Unicef e do Ministério da Saúde. Trata-se do famoso "Caderno das coisas importantes" preparado em 2007 e distribuído pelo Governo Federal a alunos de 13 a 19 anos de idade. Nessa agenda, o adolescente encontra dicas de manuais de sexo, aprende a usar a camisinha e a como se masturbar. No capítulo dedicado ao preservativo, o leitor encontra o material sob o título de "o pirata de barba negra e de um olho só encontra o capuz emborrachado".
Capítulo do “Caderno das coisas importantes”, patrocinado pela Unicef e pela Unesco, em que se ensina a usar a camisinha 
Quando a imprensa e seus pseudos especialistas dizem que a Igreja presta um "desserviço" ao jovem por lhe ensinar "valores religiosos" na verdade, estão combatendo aquilo que há muito tempo perderam, ou seja, as virtudes. Todo o código de ética procede de uma única fonte: a lei natural. É contra essa lei que a mídia liberal luta e, por conseguinte, contra o próprio ser humano. O ódio desses jornais aos valores indica uma coisa: são pessoas sem valores e imorais. E, além disso, querem que todos sejam assim. Não é à toa que a corrupção caminha a passos largos no Brasil. Bento XVI já advertia na Encíclica Deus Caritas Est que "um governo sem princípios morais não passa de uma quadrilha de malfeitores".
Quem presta um desserviço aos jovens não é a Igreja que os ensina a viver a sexualidade de forma sadia, mas a imprensa que instrumentaliza seus corpos para campanhas publicitárias. Quem desrespeita a juventude não é a Igreja que os educa para a honestidade e os compromissos duradouros, mas a mídia que os estimula à traição e aos relacionamentos descartáveis. Quem aliena os jovens não é a Igreja que os incentiva a buscar a verdade, mas os jornais que os fazem acreditar que o fim último de suas vidas está num quarto de motel. O "Manual de Bioética para Jovens" pergunta aos leitores "que futuro nos promete uma sociedade em que o modelo feminino pretende construir a sua identidade matando o próprio filho e em que a morte programada dos mais velhos e dos mais vulneráveis é apresentada como o cúmulo da compaixão?". No que depender da mídia abortista, não será um futuro promissor.
É justamente contra essa lógica perversa que se levanta a Jornada Mundial da Juventude. Para horror da mídia politicamente correta, mais de um milhão de jovens se encontrarão com o senhor vestido de branco para falarem de família, matrimônio e castidade. Francisco vem como o grande guardião da vida e da fé para anunciar a "boa nova aos humildes, curar os corações doloridos, anunciar aos cativos a redenção, e aos prisioneiros a liberdade". Enfim, para "proclamar um ano de graças da parte do Senhor" (Cf. Isaías 61, 1-2). E por isso as hostes do inferno tremem, porque mais uma vez terão de lembrar que esta terra é Terra de Santa Cruz.

30/01/2013

Dica de Filme: O Grande Milagre

Recomendo o  filme "O grande milagre", uma excelente catequese sobre a Santa Missa.
É em espanhol, com legendas em português.
Poderia ser utilzado na catequese e em encontros de espiritualidade.


23/01/2013

Hungria transfere escolas públicas a instituições religiosas

Procissão em Budapest, capital da Hungria
Procissão em Budapest, capital da Hungria
O governo húngaro está transferindo as escolas públicas para instituições religiosas, noticiou a revista francesa L’Express.

Essa política deixa furiosos os líderes socialistas dentro e fora da Hungria, inclusive nos países europeus onde a educação pública apresenta resultados calamitosos. As iradas queixas vão contra o fato de que com política do governo húngaro está sendo restaurada a moral tradicional.

Nas escolas, voltam os cantos religiosos e a oração em comum no início das aulas. Os pais dos alunos escolhem o catecismo que será ensinado a seus filhos.

As igrejas conservam suas subvenções, independente do número de alunos. Na pequena cidade de Alsoörs, apresentada como um caso típico por “L’Express”, só duas famílias de um total de 96 votaram contra a transferência da escola à igreja, patenteando o apoio popular à medida.

O singular é que um pároco católico, após consultar o bispo, recusou a escola, talvez por espírito ecumênico ou dialogante com o mundo laicizado.

O pastor luterano Miklos Rasky aceitou na hora, muito satisfeito: “O governo atual está apegado aos valores cristãos. Isso nos permite reatar com nosso papel tradicional no campo da educação”.

Vigília pascal na catedral de Budapest
Vigília pascal na catedral de Budapest
Perplexos ficaram os professores, católicos na sua maioria, que continuam na escola, mas foram avisados pelo pastor de que serão substituídos por protestantes.

Oitenta escolas já foram cedidas pelas prefeituras que, além do mais, ficaram satisfeitas porque não terão de arcar com despesas que eram insustentáveis na crise.

Sindicatos e partidos de esquerda estão também revoltados com os cursos de catecismo nas escolas, ainda em mãos do Estado.

Rozsa Hoffmann, ministro da Educação, deplora a falta de valores morais: “Nós queremos reabilitá-los, seja a proteção da vida humana, o respeito pelo trabalho e pelas leis, a honestidade e o amor à pátria. A escola não é um local só para adquirir conhecimentos, ela também deve transmitir valores” – justificou.

A lei de educação se insere no contexto da nova Constituição que exalta os valores cristãos e reabilita a “Santa Coroa” dos reis católicos, encarnação do poder soberano magiar. 


12/02/2012

10 dias para evangelizar através do Orkut e outras redes

1 - Ao se sentir chamado para evangelizar através da internet prepare-se: leia a Bíblia, comungue na intenção, ore, peça sabedoria e discernimento.
2 - Não coloque fotos de outras pessoas no seu perfil. Nem coloque informações falsas. Lembre-se que você é imagem e semelhança de Deus.
3 - Evite se expor demais. As pessoas não precisam saber tudo sobre você, no seu perfil coloque apenas o que for necessário para que seus amigos tenham uma noção de quem você é.
4 - Evite participar de muitas comunidades. Escolha aquelas que realmente podem lhe trazer algum benefício, e que não estejam em contradição com a Palavra de Deus e nossa Santa Igreja Católica.
5 - Se pretende evangelizar através de seus scraps (recados), faça-o com espiritualidade, Evite enviar mensagens grandes ou repetitivas, pois normalmente as pessoas não lêem textos grandes. Tenha objetividade, mande conforme Deus lhe inspirar. As vezes basta apenas pequenas frazes ungidas.
6 - Não se preocupe em ter uma lista de amigos enormes, mas se já tem muitos, peça ao Senhor que lhe mostre entre eles quem mais precisam ser evangelizados.
7 - Use os recursos do orkut para divulgar atividades e eventos do seu grupo de oração, setor, cidade, diocese, da RCC em nosso estado e no Brasil. Você pode ser canal de graça na vida de muitos.
8 - Procure ser canal de unidade entre diversos grupos e movimentos da nossa Igreja. Divulgue e participe de fóruns que dizem respeito a nossa fé.
9 - Seu album também pode ser usado para evangelizar, além de suas fotos coloque também fotos de eventos, grupo de oração, imagens católicas e banners com anúncios de eventos...
10 - Use bem o tempo que você dispõe na internet, evite ficar jogando conversa fora ou enviando recados que não edificam nem ajudam as pessoas, procure planejar e usar bem o seu tempo on line.

Importante: Não ecesse links envidos para os seus recados ou depoimentos, mesmo que sejam enviados pelos seus amigos, pois normalmente é virus.

Se estas dicas ajudar divulgue!

Valdeci Inácio
Coord. Estadual do Ministério de Comunicação Social
05 de Outubro de 2007

FONTE: RCCPE

Como evangelizar via internet


1 - Não replique todas as informações que você recebe
Além de você encher a caixa de e-mail dos seus contatos, acaba diminuindo a possibilidade das pessoas lerem suas mensagens. Às vezes, uma informação relevante pode parar no lixo eletrônico simplesmente pelo fato de ter sido enviada juntamente com outras mensagens do mesmo destinatário.
            
2 - Cuidado com as citações e referências
Antes de afirmar, certifique-se sempre sobre o autor das frases e textos que você vai divulgar. Há muitas citações erradas circulando na internet.  E ao divulgar um texto, sempre coloque a referência sobre o autor do material e/ou fonte em que ele foi encontrado. Não use a criação dos outros como se fosse sua.
          
3 - Sobre assuntos de doutrina e fé, certifique-se da fonte
Ao ler ou repassar mensagem com conteúdo sobre fé e doutrina, sempre certifique-se que são provenientes de fontes confiáveis. Com freqüência circulam na rede mensagens sobre descobertas científicas, evidências históricas e fatos extraordinários que supostamente comprovariam nossa crença. É preciso cautela com esse tipo de informação, pois muitas vezes elas não passam de fatos forjados.
          
4 - Não brigue
Não é com ofensas e radicalismo que defendemos a nossa fé. Em fatos polêmicos envolvendo religião, ter uma postura firme não significa ofender quem pensa diferente. Procure se expressar de forma clara, contida e bem fundamentada.
          
5 - Embase suas idéias

Ao tratar de religião na internet, procure embasar as suas idéias. Seus argumentos terão muito mais força se forem fundamentados na Palavra ou nos documentos da Igreja.
          
6 - Cuidado ao repassar mensagens religiosas
Tenha um olhar crítico antes de repassar alguma mensagem religiosa aos seus contatos. Apesar de tocantes, muitos desses textos trazem elementos que não condizem com a fé católica. Nossa doutrina não prega um Deus que faz promessas de prosperidade/sucesso fáceis, que negocia graça com seus filhos ou que é capaz de amaldiçoar alguém que quebrou uma corrente de oração.
          
7 - Em nome de quem você está falando?
Se você for o responsável por sites/blogs de Grupos de Oração, dioceses ou paróquia fique sempre atento ao que for escrever. Cuidado para não expressar pensamentos e preferências próprias como se fossem posicionamentos oficiais da RCC ou da Igreja. Para evitar confusões, o indicado é que textos opinativos sempre sejam assinados.
          
8 - Saiba empregar a linguagem carismática
Muitas expressões que são comuns no meio carismático podem ser mal-interpretadas quando usadas indiscriminadamente. Afirmar que “o fogo desceu” ou que os “irmãos estavam incendiados”, não é de fácil compreensão para a maioria das pessoas e pode até causar espanto.
          
9 - Não minta
(Profissionais da Comunicação)
Nossa conduta profissional precisa dar testemunho da nossa fé. Por mais louvável que seja a sua motivação, não utilize a internet do seu trabalho para fins não profissionais.
          
10 - Zele pela privacidade de seus contatos
Ao encaminhar mensagens use o recurso de cópia oculta (CCO) para que o endereço de e-mail dos seus contatos não fique circulando na rede.

11 - Seja ético com seu banco de dados
Se você tem acesso ao banco de dados do seu Grupo de Oração, ministério ou diocese, não utilize esses contatos para enviar outros tipos de mensagens que não digam respeito à vida da RCC e da Igreja
      
12 - Conheça o que a Igreja tem a dizer sobre o assunto
Antes de publicar sua opinião ou comentário sobre assunto referente a Igreja ou ao movimento que você participa, conheça o que a Igreja tem a dizer sobre o assunto através do Catecismo, dos Documentos da Igreja, dos sites CNBB, Vaticano, do seu movimento, etc.

Fonte: RCCPE


25/01/2012

Mensagem do Santo Padre para o 46º Dia Mundial das Comunicações Sociais - 20/05/2012

Conselho Pontifício para as Comunicações Sociais
"Silêncio e palavra: caminho de evangelização."

20 de maio de 2012

Mensagem do Santo Padre 
Amados irmãos e irmãs,
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Ao aproximar-se o Dia Mundial das Comunicações Sociais de 2012, desejo partilhar convosco algumas reflexões sobre um aspecto do processo humano da comunicação que, apesar de ser muito importante, às vezes fica esquecido, sendo hoje particularmente necessário lembrá-lo. Trata-se da relação entre silêncio e palavra: dois momentos da comunicação que se devem equilibrar, alternar e integrar entre si para se obter um diálogo autêntico e uma união profunda entre as pessoas. Quando palavra e silêncio se excluem mutuamente, a comunicação deteriora-se, porque provoca um certo aturdimento ou, no caso contrário, cria um clima de indiferença; quando, porém se integram reciprocamente, a comunicação ganha valor e significado.
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O silêncio é parte integrante da comunicação e, sem ele, não há palavras densas de conteúdo. No silêncio, escutamo-nos e conhecemo-nos melhor a nós mesmos, nasce e aprofunda-se o pensamento, compreendemos com maior clareza o que queremos dizer ou aquilo que ouvimos do outro, discernimos como exprimir-nos. Calando, permite-se à outra pessoa que fale e se exprima a si mesma, e permite-nos a nós não ficarmos presos, por falta da adequada confrontação, às nossas palavras e ideias. Deste modo abre-se um espaço de escuta recíproca e torna-se possível uma relação humana mais plena. É no silêncio, por exemplo, que se identificam os momentos mais autênticos da comunicação entre aqueles que se amam: o gesto, a expressão do rosto, o corpo enquanto sinais que manifestam a pessoa. No silêncio, falam a alegria, as preocupações, o sofrimento, que encontram, precisamente nele, uma forma particularmente intensa de expressão. Por isso, do silêncio, deriva uma comunicação ainda mais exigente, que faz apelo à sensibilidade e àquela capacidade de escuta que frequentemente revela a medida e a natureza dos laços. Quando as mensagens e a informação são abundantes, torna-se essencial o silêncio para discernir o que é importante daquilo que é inútil ou acessório. Uma reflexão profunda ajuda-nos a descobrir a relação existente entre acontecimentos que, à primeira vista, pareciam não ter ligação entre si, a avaliar e analisar as mensagens; e isto faz com que se possam compartilhar opiniões ponderadas e pertinentes, gerando um conhecimento comum autêntico. Por isso é necessário criar um ambiente propício, quase uma espécie de «ecossistema» capaz de equilibrar silêncio, palavra, imagens e sons.
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Grande parte da dinâmica actual da comunicação é feita por perguntas à procura de respostas. Os motores de pesquisa e as redes sociais são o ponto de partida da comunicação para muitas pessoas, que procuram conselhos, sugestões, informações, respostas. Nos nossos dias, a Rede vai-se tornando cada vez mais o lugar das perguntas e das respostas; mais, o homem de hoje vê-se, frequentemente, bombardeado por respostas a questões que nunca se pôs e a necessidades que não sente. O silêncio é precioso para favorecer o necessário discernimento entre os inúmeros estímulos e as muitas respostas que recebemos, justamente para identificar e focalizar as perguntas verdadeiramente importantes. Entretanto, neste mundo complexo e diversificado da comunicação, aflora a preocupação de muitos pelas questões últimas da existência humana: Quem sou eu? Que posso saber? Que devo fazer? Que posso esperar? É importante acolher as pessoas que se põem estas questões, criando a possibilidade de um diálogo profundo, feito não só de palavra e confrontação, mas também de convite à reflexão e ao silêncio, que às vezes pode ser mais eloquente do que uma resposta apressada, permitindo a quem se interroga descer até ao mais fundo de si mesmo e abrir-se para aquele caminho de resposta que Deus inscreveu no coração do homem.
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No fundo, este fluxo incessante de perguntas manifesta a inquietação do ser humano, sempre à procura de verdades, pequenas ou grandes, que dêem sentido e esperança à existência. O homem não se pode contentar com uma simples e tolerante troca de cépticas opiniões e experiências de vida: todos somos perscrutadores da verdade e compartilhamos este profundo anseio, sobretudo neste nosso tempo em que, «quando as pessoas trocam informações, estão já a partilhar-se a si mesmas, a sua visão do mundo, as suas esperanças, os seus ideais» (Mensagem para o Dia Mundial das Comunicações Sociais de 2011).
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Devemos olhar com interesse para as várias formas de sítios, aplicações e redes sociais que possam ajudar o homem actual não só a viver momentos de reflexão e de busca verdadeira, mas também a encontrar espaços de silêncio, ocasiões de oração, meditação ou partilha da Palavra de Deus. Na sua essencialidade, breves mensagens - muitas vezes limitadas a um só versículo bíblico - podem exprimir pensamentos profundos, se cada um não descuidar o cultivo da sua própria interioridade. Não há que surpreender-se se, nas diversas tradições religiosas, a solidão e o silêncio constituem espaços privilegiados para ajudar as pessoas a encontrar-se a si mesmas e àquela Verdade que dá sentido a todas as coisas. O Deus da revelação bíblica fala também sem palavras: «Como mostra a cruz de Cristo, Deus fala também por meio do seu silêncio. O silêncio de Deus, a experiência da distância do Omnipotente e Pai é etapa decisiva no caminho terreno do Filho de Deus, Palavra Encarnada. (...) O silêncio de Deus prolonga as suas palavras anteriores. Nestes momentos obscuros, Ele fala no mistério do seu silêncio» (Exort. ap. pós-sinodal Verbum Domini, 30 de Setembro de 2010, n. 21). No silêncio da Cruz, fala a eloquência do amor de Deus vivido até ao dom supremo. Depois da morte de Cristo, a terra permanece em silêncio e, no Sábado Santo - quando «o Rei dorme (...), e Deus adormeceu segundo a carne e despertou os que dormiam há séculos» (cf. Ofício de Leitura, de Sábado Santo) -, ressoa a voz de Deus cheia de amor pela humanidade.
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Se Deus fala ao homem mesmo no silêncio, também o homem descobre no silêncio a possibilidade de falar com Deus e de Deus. «Temos necessidade daquele silêncio que se torna contemplação, que nos faz entrar no silêncio de Deus e assim chegar ao ponto onde nasce a Palavra, a Palavra redentora» (Homilia durante a Concelebração Eucarística com os Membros da Comissão Teológica Internacional, 6 de Outubro de 2006). Quando falamos da grandeza de Deus, a nossa linguagem revela-se sempre inadequada e, deste modo, abre-se o espaço da contemplação silenciosa. Desta contemplação nasce, em toda a sua força interior, a urgência da missão, a necessidade imperiosa de «anunciar o que vimos e ouvimos», a fim de que todos estejam em comunhão com Deus (cf. 1 Jo 1, 3). A contemplação silenciosa faz-nos mergulhar na fonte do Amor, que nos guia ao encontro do nosso próximo, para sentirmos o seu sofrimento e lhe oferecermos a luz de Cristo, a sua Mensagem de vida, o seu dom de amor total que salva.
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Depois, na contemplação silenciosa, surge ainda mais forte aquela Palavra eterna pela qual o mundo foi feito, e identifica-se aquele desígnio de salvação que Deus realiza, por palavras e gestos, em toda a história da humanidade. Como recorda o Concílio Vaticano II, a Revelação divina realiza-se por meio de «acções e palavras intimamente relacionadas entre si, de tal modo que as obras, realizadas por Deus na história da salvação, manifestam e confirmam a doutrina e as realidades significadas pelas palavras; e as palavras, por sua vez, declaram as obras e esclarecem o mistério nelas contido» (Const. dogm. Dei Verbum, 2). E tal desígnio de salvação culmina na pessoa de Jesus de Nazaré, mediador e plenitude da toda a Revelação. Foi Ele que nos deu a conhecer o verdadeiro Rosto de Deus Pai e, com a sua Cruz e Ressurreição, nos fez passar da escravidão do pecado e da morte para a liberdade dos filhos de Deus. A questão fundamental sobre o sentido do homem encontra a resposta capaz de pacificar a inquietação do coração humano no Mistério de Cristo. É deste Mistério que nasce a missão da Igreja, e é este Mistério que impele os cristãos a tornarem-se anunciadores de esperança e salvação, testemunhas daquele amor que promove a dignidade do homem e constrói a justiça e a paz.
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Palavra e silêncio. Educar-se em comunicação quer dizer aprender a escutar, a contemplar, para além de falar; e isto é particularmente importante paras os agentes da evangelização: silêncio e palavra são ambos elementos essenciais e integrantes da acção comunicativa da Igreja para um renovado anúncio de Jesus Cristo no mundo contemporâneo. A Maria, cujo silêncio «escuta e faz florescer a Palavra» (Oração pela Ágora dos Jovens Italianos em Loreto, 1-2 de Setembro de 2007), confio toda a obra de evangelização que a Igreja realiza através dos meios de comunicação social.
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Vaticano, 24 de Janeiro - dia de São Francisco de Sales - de 2012.
BENEDICTUS XVI 


24/06/2009

Introdução

"A Igreja tem uma finalidade dúplice em relação aos mass mídia. Um dos aspectos consiste em encorajar o seu progresso correto e a sua justa utilização para o desenvolvimento, a justiça e a paz da humanidade — para a edificação de uma sociedade a níveis local, nacional e comunitário, à luz do bem comum e num espírito de solidariedade...

Quanto ao pessoal diretamente comprometido nos meios de comunicação, é quase supérfluo dizer que devem dispor de um treinamento profissional. Contudo, eles precisam também de uma formação doutrinal e espiritual, uma vez que, « para dar testemunho de Cristo é necessário fazer a sua descoberta e cultivar uma relação pessoal com Ele através da oração, da Eucaristia e do sacramento da reconciliação, da leitura e reflexão da Palavra de Deus, do estudo da doutrina cristã e mediante o serviço prestado ao próximo »."

PONTIFÍCIO CONSELHO PARA AS COMUNICAÇÕES SOCIAIS - IGREJA E INTERNET (22/02/2002) 3;11

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